sábado, junho 18, 2005

Busca da Mulher Ideal pelo Método Estruturalista

_
que na forma
nada deva a Eva

- antes da Queda -
nem no conteúdo
a Minerva.

_

Quanto mais milionários, melhor

_

Foi divulgada, na semana passada, uma das melhores notícias do ano na área econômica. Segundo o banco de investimentos Merrill Lynch, o número de milionários no Brasil cresceu 7,1% em 2004, alcançando a marca de 98 mil indivíduos. A taxa de crescimento ainda é inferior à média mundial, que foi de 8,2% no mesmo período, e muito menor que a norte americana, que alcançou os 10%, perfazendo um número total de 2,5 milhões de milionários (que inveja!), mas é superior à média da América Latina, cujo crescimento médio foi de 6,3%.

Infelizmente, uma notícia alvissareira como esta veio acompanhada de um certo tom de lamúria, digno de uma imprensa inexoravelmente cooptada pela estratégia gramsciana que não perde qualquer oportunidade de repudiar as tais "desigualdades sociais", ainda que jamais se tenha logrado estabelecer qualquer correlação entre a pobreza de uma nação e as diferenças de rendimento dos seus indivíduos, uma vez que tal analogia só existiria numa economia mercantilista.

Numa economia capitalista, por outro lado, essa correlação simplesmente não existe, pois o livre intercâmbio necessariamente faz com que ambas as partes saiam ganhando. É fato, absolutamente demonstrável que, no livre-mercado, um indivíduo somente pode enriquecer satisfazendo ou enriquecendo os demais (desde que, claro, os governos não interfiram e tirem dos consumidores a liberdade de comprar onde melhor lhes convier).

Insinuar, indiscriminadamente, que a riqueza de uns é a causa da pobreza de outros é não somente uma falácia, como um sofisma extremamente insidioso, cuja principal motivação não é outra senão estimular uma extemporânea luta de classes para, a partir dela, perpetuar no poder uma doutrina socialista que não tem nada mais a oferecer além da retórica. Há que se registrar que esta é uma estratégia que vem perdendo força nas nações mais desenvolvidas, educadas e melhor informadas, enquanto ganha fôlego em países subdesenvolvidos e deseducados, onde a opinião do povo costuma ser facilmente manipulável.

Numa economia em que predomine a livre iniciativa, qualquer empreendedor que pretenda obter algum êxito deve produzir e oferecer algo que seja necessário e agrade aos consumidores pois, de outra forma, estes não se disporiam a pagar-lhe o preço justo. Desde o mais simples alfinete até o mais sofisticado automóvel, o objetivo do fabricante não será outro senão agradar o cliente, sob pena de sucumbir ante a voracidade da concorrência. Em outras palavras, qualquer um que deseje enriquecer numa economia de mercado deverá, antes de qualquer outra coisa, laborar para servir ao próximo, mesmo que a sua efetiva intenção seja exclusivamente o benefício próprio.

Com efeito, esse mesmo empresário, ao amealhar grande fortuna, estará beneficiando, direta ou indiretamente, uma gama imensa de pessoas. Além dos consumidores, já mencionados, há os empregados que para ele trabalham, bem como todos aqueles que, de alguma maneira, estejam atrelados àquela cadeia produtiva específica. Isso tudo sem mencionar que a maior parte dos lucros obtidos serão, muito provavelmente, reinvestidos no próprio negócio ou em novos outros, impulsionando esse moto contínuo e virtuoso.

De fato, se raciocinarmos com um mínimo de isenção e racionalidade veremos que foi graças ao capital empregado, à tecnologia desenvolvida e ao trabalho diuturno desses indivíduos, rotulados pelos empedernidos marxistas de porcos, egoístas, usurpadores e outras alcunhas não menos infames, que hoje conseguimos produzir e distribuir de forma muito mais eficiente, econômica e abundante produtos e serviços que, até 150 anos atrás, eram privilégio apenas de uns poucos. Alimentos, saneamento, transportes, moradia, saúde, comunicações enfim, toda uma gama de benefícios até então impensável é hoje acessível à maioria do povo.

É por isso que, parafraseando o grande Adam Smith, tudo que eu espero dos empresários, industriais, comerciantes e executivos em geral é que eles cuidem bem dos seus interesses, que perseverem na busca do benefício próprio e enriqueçam muito, muito mesmo. Pois, agindo assim, eles estarão sempre tentando descobrir a melhor forma de agradar ao seu verdadeiro patrão (o consumidor) e eu, por conseguinte, estarei também lucrando.

_____

extraído de http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=3784

Momento Fotolog - Minha irmã fotógrafa


by Thalita - foto em que apareceria eu e dotô Cledson.

quarta-feira, junho 15, 2005

Chico Boboca de Holanda?

por Leo Melgaço

Chico Buarque, em uma série de entrevistas recentes, afirmou:

“Tenho amigos, hoje, um pouco distantes. É essa a minha relação com Cuba. Existe, é claro, para a minha geração, um outro tipo de relação, afetiva, que vem da revolução cubana. Nos anos 60, aquilo era muito forte para nós. Um exemplo de resistência. Ainda hoje o ditador Fidel Castro, como gostam de dizer os jornais, inclusive a Folha... Ele é o único adversário dos Estados Unidos na América Latina que resistiu a golpes de Estado e assassinatos e está ali. Todos os outros foram depostos ou assassinados. Ele sobreviveu a vários atentados. Manteve e mantém até hoje uma posição altiva. E isso é algo que ninguém deve ignorar e que eu admiro. Quanto a fuzilamentos ou a prisão de dissidentes políticos, fico contrariado, porque não gosto e não concordo com isso. A questão toda é muito delicada. Eu gostaria que Cuba fosse um país democrático. Agora, eu gostaria de uma maneira, e o Bush gostaria de outra. Cuba poderia ser hoje o Haiti. Cuba não é. É claro que me desagrada a idéia de um partido único, de liberdades vigiadas, mas existe ao mesmo tempo a necessidade de um controle para manter os valores da revolução, que a meu ver são louváveis.” Folha de São Paulo - 26/12/04

Depois de ler essa célebre parte da entrevista, fiquei-me a perguntar: como alguém pode ter alguma relação afetiva com Cuba? Como alguém pode acreditar que Fidel Castro -- aquele velho capenga que mal se sustenta nas próprias pernas -- pode ser inimigo número um dos Estados Unidos? Parece até piada, mas não é. O Chico Buarque, por onde passa, sai destilando essas tolices. Para ele, um país economicamente insignificante, insuficiente, pobre e miserável, é uma forte contraposição a maior potencia econômica do mundo.

O pior de tudo, é que ele põe a violação aos direito humanos como um mero detalhe. Manter os “valores da revolução” em cima da morte de milhares inocentes que, simplesmente, se contrapuseram ao regime, para ele, “é louvável”. Mas como eu não sou idiota a ponto de achar bonita uma atrocidade como essa, contrariamente ao Chico Buarque, ao invés de ficar tocando cavaquinho, eu trago-lhes o resultado da revolução:

“Fuzilados: 5.621. Assassinados extrajudicialmente: 1.163. Presos políticos mortos no cárcere por maus-tratos, falta de assistência médica ou causas naturais: 1.081. Guerrilheiros anticastristas mortos em combate: 1.258. Soldados cubanos mortos em missões no exterior: 14.160. Mortos ou desaparecidos em tentativas de fuga do país: 77.824. Civis mortos em ataques químicos em Mavinga, Angola: 5.000. Guerrilheiros da Unita mortos em combate contra tropas cubanas: 9.380. Total: 115.127” - Cuba em Números.(Belos valores, não?)

Chico Buarque é um dos mais celebres ícones brasileiros. Respeitado tanto na música quanto na literatura -- ou em qualquer coisa que ele queira se meter. Ao lado dele, existe outro “cabeça-chata”: Caetano Veloso. Seja na ciência, na física, na química, nos estudos epistemológicos, na medicina, na agropecuária, na política ou na economia, você sempre se deparará com 50 ou 100 opiniões desses dois – opiniões idiotas, é lógico. O eterno garoto dos olhos verdes fala manso, não tem inimigos, é cativante, é um sujeito que agrada quase 100% da população brasileira. Em 2004, ele escreveu um dos piores romances de todos os tempos; mas pouco importa se é ruim, o que interessa é que ele sempre será premiado pelas porcarias que faz. No Brasil, não interessa a qualidade, o que importa é que foi feito por ele.

Aqui se tem o costume de fazer escolhas erradas. Talvez, isso explique o fato de Chico Buarque ser um grande ídolo dessa nação. Vejamos: O Brasil teve dois economistas que se destacaram e ganharam fama. O Celso Furtado e Roberto Campos. O primeiro, criou as piores teorias econômicas já vistas. Defendia a regulamentação da economia, o aumento do estado e a expulsão dos capitais estrangeiros. Já o segundo, era seu antípoda. O que Campos defendia Furtado condenava. Campos era a favor da liberdade no seu sentido mais amplo. Defendia a desregulamentação da economia, a privatização, a inserção do Brasil no processo de globalização, o incentivo à entrada de capitais estrangeiros. Mordaz, agressivo, insistente na defesa de suas idéias, Campos foi perseguido durante metade de sua vida por uma multidão de inimigos que o chamava ironicamente de "Bob Fields". Por outro lado, o Celso furtado, o rei das teorias infundadas, morreu idolatrado e quase inquestionável nessa republiqueta. Como se não bastasse, hoje, as suas teorias são estudadas em todos os cursos de economia pelo Brasil afora -- enquanto nos outros países se estudam Mises e Hayek.

Toda essa anomalia na hora de fazer escolhas, toda incapacidade de aprender com os erros e toda burrice que acomete os brasileiros, são fenômenos que transformam o Brasil nesse terreno estúpido rodeado de idiotas que idolatram mentecaptos sem fazer o mínimo questionamento sobre as suas densidades éticas e intelectuais. Como não sou um “brasileiro que não desiste nunca”, termino com alguns questionamentos que não saem da minha memória – Chico, se algum dia você ler esse texto, o que é pouco provável, me responda: Por qual motivo você condenou a ditadura brasileira, exilou-se, e, hoje, apóia uma ditadura que já matou quase 20 vezes mais da qual fugiu? Por que, Chico? Por quê? Os cubanos te imploram; afaste deles esse... “Cálice”.

_____
extraído de http://www.capitolio.org/content/view/21/2/

terça-feira, junho 14, 2005

O Belo Horrível





















_____
Ocorreu em Idaiatuba, São Paulo. Copiado do saite do Millôr
http://www2.uol.com.br/millor/aberto/nota10/044.htm

Colunista colombiana acusa Paulo Coelho de plágio

por France Press


A psicóloga e colunista colombiana Gloria Hurtado acusou o escritor brasileiro Paulo Coelho de ter plagiado um texto seu, escrito a partir de uma experiência com um paciente.

Hurtado disse à Rádio Caracol que em abril passado leu um texto de Paulo Coelho em uma revista colombiana e descobriu que era um plágio de sua coluna no jornal "El País", baseada em uma experiência com um paciente.

A psicóloga garante que Paulo Coelho fez uma pequena modificação no título e "clonou" parágrafos inteiros do texto original, o que qualificou de um "delito grave e falta de ética".
"Minha coluna se chama 'Cerrando círculos' e a dele 'Cerrando ciclos' (Fechando círculos e Fechando ciclos). Acredito que ninguém pode se enganar desta maneira. Além disso, ele pegou a idéia central e reproduziu trechos ao pé da letra".

Hurtado garante que o texto de Paulo Coelho segue a mesma seqüência da sua coluna e reproduz inclusive frases de sua autoria e parágrafos escritos após um trabalho de pesquisa.

A colunista admitiu que até sentiu orgulho de ser plagiada por Paulo Coelho, mas decidiu finalmente denunciar o caso.

_____
extraído de http://www.paraibaonline.com.br/noticia.php?id=114703